Para os amantes deste sensual bivalve que de acordo com paladares iluminados encontra o seu expoente máximo na Ria Formosa aqui fica um toque exótico de sensação radical que irá surpreender com toda a certeza num banquete com amigos. Usar na ostra crua a mistura de soja com wasabi ou fazer caviar deste molho como alternativa. Bom proveito.quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Ostras com calda de soja
Para os amantes deste sensual bivalve que de acordo com paladares iluminados encontra o seu expoente máximo na Ria Formosa aqui fica um toque exótico de sensação radical que irá surpreender com toda a certeza num banquete com amigos. Usar na ostra crua a mistura de soja com wasabi ou fazer caviar deste molho como alternativa. Bom proveito.The 50 best things to eat in the world, and where to eat them
domingo, 6 de setembro de 2009
Cataplana Experience - Vilamoura
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Lisboa e Porto Restaurant Week
Pato com laranja
Volto do Verão, onde o trabalho não me tem poupado tempo, com esta sugestão para saborear esta forma tão tradicional de comer pato de maneira um pouco diferente. Fritos os peitos de pato na sua honrada gordura e depois de os cortar em cubos regar com uma redução de xerez e raspa de laranja (e umas gotas da gordura), colocando-os em colheres para uma ligeira degustação. Caso seja desejável acompanhar, umas batatinhas assadas servem bem. Bom proveito.segunda-feira, 13 de julho de 2009
Corações de picanha
Os corações de picanha oferecem a parte mais tenra e saborosa desta carne, aqui apenas grelhada na pedra com sal, a aproveitar as noites propícias ao ar livre. Numa volta germânica a este naco tropical, optei por aligeirar na guarnição com brócolos branqueados e uma batata assada no forno com molho bem espesso de iogurte, alho e ervas. Bom proveito.terça-feira, 7 de julho de 2009
Carré de Borrego
Apesar da fotografia não ser minha, foi a mais parecida que encontrei deste prato que experimentei fazer, tirado de mais um dos ensinamentos de Ferrán Adriá. Como é hábito, em nada desiludiu o carré de borrego, assado a temperatura baixa durante 10 a 20 minutos com uma capa de alecrim e sal, acompanhado por legumes branqueados aos quais optei por adicionar um rosti como complemento. Montada em maneira semelhante à mostrada, a carne é regada depois com azeite de pistacho que emulsionou o sabor da assadura. Bom proveito.terça-feira, 9 de junho de 2009
Opinião: LRW - Apontamentos finais
Muito boa iniciativa, a saudar, o Lisboa Restaurant Week, que terminou e não deixei de experimentar, no que o tempo e as reservas deixaram. Com muita pena minha, foram apenas três as visitas feitas, já comentadas, mas com esperança de aumentarem em número nas próximas edições, que confio bem sucedidas e multiplicadas por este país tão condimentado. Espero não descurarem o concelho de Loulé, a grande concentração de estrelas Michelin em Portugal.
A minha experiência foi, no global, generosamente compensadora, com apenas uma redonda desilusão, não entendendo como pode figurar num evento desta envergadura tão medíocre exemplo. Recomendo uma triagem a quem se propõe integrar um grupo cimeiro para representar a gastronomia que por cá se faz, mostrando desde já a capacidade de abnegação necessária e o espírito desinteressado para fazer parte da prova.
Brincadeiras aparte, os meus parabéns aos envolvidos no processo, primeiro pela ideia de trazer a terras lusas o evento, depois pela capacidade de ultrapassar os inúmeros entraves que em Portugal se fazem sentir, de cada vez que se tenta fazer algo. O evento acabou mas aproveitem para visitar o blogue.
Opinião: LRW – Faz Figura
No caso do restaurante Faz Figura, despedida do Lisboa Restaurant Week no almoço de 31, havia vários pratos no menu dos quais era possível escolher um, a meu ver uma forma fantástica de integrar a iniciativa, dando maior escolha aos visitantes.
Rosti de Alheira com maçã, moscatel e compota de cebola roxa
Como bom português adoro alheira, como comensal que se preze adoro rosti. Um rosti de alheira tão bem elaborado como este é, para mim, um momento de deleite do qual nunca me canso. A companhia da maçã e da compota de cebola conseguem roubar o protagonismo à tradição e deixar a confusão de quem é afinal o acompanhamento, nesta aventura tão bem conseguida. A salada, embora dispensável, estava bem regada e servia muito bem no papel de cortar a intensidade de sabores.
Sopa fria de tomate com espuma de coentros
Aqui sim! Uma sopa fria tirada das partituras: o creme de tomate excelente, musical e quase sem desafinar, estendendo-se um pouco, e apenas, na quantidade. A espuma de coentros (obrigado, era uma espuma) e o azeite completam em cheio esta entrada, fresca e ideal para abrir o palato na sequência.
Prato principal
Lombinho de porco preto lacado com puré de batata e trufa
Bom, muito bom, estava o porco preto. Tenro, bem coberto, com o sabor adocicado na carne genuína de porco preto, acompanhada condignamente com a sinuosidade do gosto requintado, oculto no puré de batata e trufa.
Empada de Capão com vinagrete de maçã
Já me tinha apaixonado pela tradicionalíssima carne de capão, oportunidade gentilmente cedida pelo património gastronómico de Amiais de Baixo, perto de Santarém, que advoga para si a origem e a primazia na preparação do capão. Não pude deixar de pedir este prato que em nada desiludiu. A massa folhada estava crocante e estaladiça, como se lhe exige, o capão tenro, saboroso e empregue sem avareza num recheio deslumbrante, que só conseguiu melhorar quando se lhe juntaou o subtil vinagrete de maçã.
Sobremesa
Sopa de Morangos
Uma vez que contra o bom senso do que é desejável quando temos à disposição um menu fixo, deixaram faltar o soufflé de café com espuma de laranja, pelo que se pediu ao invés, uma sopa de morangos que, fugindo completamente ao requinte de toda a refeição, se limitou a um trivial puré de morangos acessível a quem seja o feliz proprietário de um copo de mistura, pois o gelado de manjericão que supostamente acompanharia, surpresa das surpresas, também não havia.
Mousse de chocolate branco com framboesas
Esta foi a única sobremesa completa que consegui provar, finalizando na perfeição a sequência de manjares apresentados. Estava deliciosa. A frescura das framboesas cortava com mestria a mousse de chocolate branco, que nada tinha de enjoativo, assemelhando-se a um leite creme ao qual não conseguimos destapar o segredo.
Fica uma nota muito positiva do restaurante e da comida, que um pouco à semelhança do confronto tradicional entre o local onde se situa e o espaço do restaurante, que o nega, também a comida usa os nossos hábitos mais enraizados dando-lhes, numa volta de sentidos, requintes gastronómicos que em ambos os casos dão tudo a ganhar para quem lá vai. Depois de já ter falado sobre o assunto ao início, quero ainda dizer que, como cartão postal, teriam mais a ganhar em deixar o cliente almoçar na varanda, para não conseguir viver sem lá voltar nas semanas seguintes e se banquetear no paraíso panorâmico. Claro que vou voltar, muitas vezes, mas sempre para a varanda. Muito bem!
Opinião: LRW – Spot São Luiz
No segundo dia (30 de Maio) o jantar do Lisboa Restaurant Week foi no restaurante Spot São Luiz, dentro do teatro com o mesmo nome, com ementa sob a responsabilidade do Chef Fausto Airoldi. Antes de mais tenho que dizer que é com pena minha que na página do Lisboa Restaurant Week já não figurem os menus dos restaurantes que integraram a iniciativa, motivo pelo qual, e dado o meu atraso em completar estes artigos de opinião, não posso pôr os nomes correctos dos pratos dos dois últimos restaurantes. As minha desculpas.
Com jantar marcado com uma semana de antecedência para as 22:30, só conseguimos jantar por volta da meia noite, deixando passar a mensagem da má organização das reservas, de algum modo diluída na simpatia do serviço e na oferta de algumas caipirinhas (demasiado enxaropadas diga-se), de pão com uma mousse atractiva e uma fusão leve e jovem de azeite e balsâmico. O bar de espera apresenta alguma cortesia e o contacto directo com a rua torna-o ideal para beber um copo nas noites atraentes da capital, pelo que choca entrar numa sala pedante no alvo e lamentável no mobiliário. A loiça emproada a contrastar com qualidade risível de uma “mesa que não se coaduna” (Gonçalo Silva) a balançar de um comensal para outro, num baile desconfortável durante toda a refeição que passo a descrever, deixando claro que de cada dois pratos era possível escolher um.
Entrada
Salada de fígados de frango com uvas
Os fígados quase crus não representaram o pior do prato deixando-se ultrapassar pela ausência minimalista de tempero na salada multifoliar de pacote como as muitas que pululam pelas grandes superfícies e que à última da hora utilizamos, por falta de tempo, para compensar um jantar com amigos. Surpreenderam pela positiva as uvas quentes que fariam toda a diferença caso o prato fosse bem executado, o que no conjunto teria a sua graça.
Salmorejo com presunto
Num pavor quase vampiresco (Maria Ramirez), o alho tomou de assalto o salmorejo, que aparentado com demasiada proximidade à textura do gaspacho deixaria qualquer andaluz bastante revoltado. Mais uma vez foi apenas um pormenor que brilhou: o presunto!
Prato principal
Crocante de alheira
Este prato andou de mãos dadas com o vergonhoso. A alheira, que até era boa, estava seca e deu como única indicação de crocante, apenas o exagero bacilento em pão ralado, intragável. As batatas idem e a salada transitou em características dos fígados da entrada. Para enganar a fome restou o ovo.
Bacalhau com Brás de espargos verdes
Finalmente algo de realmente positivo na refeição: o bacalhau, que tive a sorte de escolher. Acompanhado por um Brás normalíssimo de batata palha, e avaro em espargos o bacalhau foi o único destaque da noite. Macio, suculento e de confecção cuidada, deu um toque de requinte a um prato que de outra forma encontraríamos em qualquer restaurante de almoço, no intervalo do trabalho.
Sobremesa
Mousse de chocolate com espuma de morango

Como alguém disse e eu já não recordo quem: “eu gosto de dizer bem mas as pessoas raramente me dão oportunidade”, neste caso aplica-se. A mousse, embora saborosa, tinha o peso e a textura do cimento cola, o toque final de enfartamento no lamentável banquete. A espuma mais não era do que um gelado de morango vulgar espremido para dentro da taça para dar uma ajuda ao cansaço da mousse.
Apfelstrudel com gelado de baunilha
Esta sobremesa, que não tive a sorte de escolher, saiu-se bastante agradável mas não o suficiente para se destacar de um qualquer empacotado do mesmo género que os supermercados de desconto disponibilizam.
Café já nem nos atrevemos a beber! Saiu-nos o jantar perdido no sábado e será uma redundância dizer que esperava muito mais de Fausto Airoldi, uma vez que algo esperava com toda a certeza. A sensação com que saí de lá foi de mais um daqueles espaços destinados a enganar todos aqueles que, aderindo desesperadamente às modas, esperam aqui encontrar um esconderijo para a sua ignorância e falta de gosto, escudando-se na aprovação generalizada do lugar comum. Os nomes pomposos que não correspondem à mediocridade dos pratos até podem ter correspondência noutros trabalhos de Fausto Airoldi, aqui, não sei se era por ser menu Lisboa Restaurant Week, falharam redondamente. Saliento que isso não apresenta desculpa, pois para além de algumas das coisas servidas estarem na ementa, é mostrar pouco nível desperdiçar uma janela de oportunidade como esta, decepcionando os curiosos. Depois de tanto ouvir falar do restaurante e dos seus afamados brunches ficou o desejo de nunca lá mais voltar.
Em resumo e pedindo antecipadamente desculpa pela expressão grosseira: Ca porcaria!
